sexta-feira, 26 de novembro de 2010

AS COISAS QUE APRENDI COM MEU CÃO...


Quando filhote Batata, era expert em agarrar as barras das minhas calças enquanto eu andava.
Você já tentou subir e descer escadas com um filhote sacudindo violentamente a sua calça?
Potencialmente irritante.
Xixi e cocô de protesto se ficava sozinho, bem no meio do salão de festas. Marcou a pedra.
Destruiu o quintal.
Redecorou a casa...

Mas depois dos últimos acontecimentos em minha vida estou me irritando bem menos. Não o estimulo, é verdade, mas me vi bem mais tolerante com meu filhote.
Eu gostaria de ter criado a Lindona, nossa bull que morreu aos 14 anos, antes de ter sido mãe de meus filhos humanos.
Ela me deixou mais paciente, mais compreensiva, mais tolerante.
E quando me bate aquela vontade de dar uma baita bronca no Batata
lembro dela morrendo em meus braços, lutando para ficar até o momento em que dissemos que ela podia ir...
Não tenho arrependimentos, ela foi amada e nos amou . Todos os dias com ela valeram a pena. Mas hoje eu vejo como o tempo
que tive com ela passou voando, como nada fica para sempre e como não podemos perder tempo com o que é fútil.
Porque fútil e fundamental passam igualmente voando por nossas vidas, cabe a nós escolher onde fixaremos nossa atenção.

Viver bem o presente e fixar minha atenção no essencial.


Uma Lição que um cachorro velho me ensinou.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Alvinho, o perigote das cadelinhas!


Oi, gente! Hoje temos novidades: Alvinho foi pela primeira vez ao agility!! Bom, o treino do agility deixou meio a desejar! O treinador simplesmente não falou conosco, falou com todo mundo, menos conosco! Sinceramente, achei meio grosseiro! E, mais sinceramente ainda, se terça que vem ele não der atenção ao Alvinho, eu não sei se volto mais, porque eu não vou pagar R$30,00 por dia para o Alvinho se socializar, isso ele faz de graça pelas ruas!!

Mas, a despeito desse bola fora, foi bem legal! Alvinho pulou obstáculos(claro que na altura que até um chihuahua ancião pulava!! Bastava estar um pouco mais alto para ele passar por baixo(e derrubar o obstáculo)!! Além disso, passou por dentro do túnel!! E o mais legal é que o 'agrado' para ele passar pelo túnel era eu!!!

ALvinho chegou lá bem tímido... tímido e cansado, pois havia andado pra burro! Cerca de uma hora! Chegando lá, rapidamente tornou-se o centro das atenções caninas e isso o intimidou um pouco! Percebendo que ele estava desconfortável, resolvi fazer aquilo que ele mais gosta! Levei-o para correr! Corremos apenas uns poucos metros, mas logo ele se sentia mais confiante e quando voltamos ele já estava com outra postura!

Foi quando Lili(uma pastor de shetland) apareceu! Na verdade, ele estava um pouco ressabiado, mas quando ela o cheirou lá(e não foi por onde sai o número 2), ele descobriu o mundo!! Dali a pouco apareceu Asteca( uma bull terrier branca) e Nina (uma bull terrier preta e branca)!! Todas começaram a tentar uma aproximação com aquele lindo louro-moreno! Huck(um poodle) ficou enciumado, mas até ele se rendeu ao magnetismo animal de Alvinho!! Fiquei muito satisfeita por ver que Alvinho não ameaçou ninguém de morte e nem foi ameaçado por ninguém! Fiquei meio decepcionada quando ele começou a lamber a piriquita da Asteca, porque eu gostei mais da Lili, mas fazer o quê, né? Lili ficou sendo excessivamente altiva, mostrando os dentes quando ele tentava cheirá-la lá, acabou presa na torre de marfim e Alvinho foi atrás de uma mais fácil(e põe fácil naquilo!)!!

Na volta, tudo ia bem até que ele sentou no chão e disse que não dava mais um passo! Resultado? Acabou no colo dessa que vos escreve por uns 50 metros! Depois eu capitulei e disse que ele ia ter de continuar andando! Aí o safado andou!

Relatório fisiológico: ele fez caquinha(recolhida e posta no lixo devidamente enjornalada e ensacada), mas não fez uma gota de xixi!! Aliás, na ida ele fez... na escada, bem nos degraus amaldiçoados! Não sei o que eles têm, mas é a segunda vez que temos de limpá-los por causa de xixi!!

Bom, é isso! Terça que vem(se eu ainda estiver viva), eu conto como foi a segunda aula!!

Lambs

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

Alvinho, o filme



Não esqueçam a pipoca!!

sábado, 20 de novembro de 2010

Para embelezar o domingo....



... uma dama entre os meninos, a luluzinha no clube dos bolinhas...

O massacre de Abgail!

Bom, gente, eu venho há dias reclamando que o Alvinho não é o assassino em série que a foto no banner mostra! Aquilo foi photochoque! Mas a verdade é que em todo cão corre um pouco de sangue assassino e, cedo ou tarde, todos revelam esse lado tenebroso! Então, vamos à Abgail...

Inicialmente, devo esclarecer que aqui em casa existe uma maldição que acomete toda romazeira que vem morar conosco. Sim, Abgail era uma romazeira... Para explicar melhor a maldição, vou fazer um pequeno retorno a tempos pré-alvinescos e mostrar que o buraco é mais embaixo!

Há uns seis anos, disseram-me que romazeiras trazem boa sorte, dinheiro. Eu havia acabado de terminar o mestrado, estava empregada temporariamente e cheia de dívidas em função da idéia de jerico de fazer um mestrado em sampa morando no rio, sem bolsa e sem emprego milionário... Não custava tentar, não é?! Fui lá e comprei uma! Chegando em casa, a instalamos comodamente à janela, para tomar sol. Como dei a entender mais acima, à época não tinhamos o Alvinho, tampouco a Isaura, apenas o Vitto, nosso gato rabugento! Acontece que Vitto sempre teve um lado meio vegan, que nós não deixávamos aflorar, já que o alimentávamos com ração. A chegada da romazeira anônima(à época eu ainda não tinha a mania de nominar tudo) despertou uma compulsão assassina vegan em Vitto. Ele começou sistematicamente a atacar a pobre planta! Folha a folha, apesar de nossos protestos e intervenções, Vitto não parou até chegar ao último caule! Da nossa linda romazeira, em pouco tempo restou apenas um galho seco!

Retornando ao passado próximo, em março Alvinho devia ter uns 6 meses! Desde que chegou aqui em casa, em novembro de 2009, a sacada do meu quarto foi transformada no seu canil. E a sacada era também nosso único jardim(nós aqui em casa somos muito plantadoras). E assim as plantas foram ficando na mureta da sacada, que era alta o suficiente para que Alvinho não as alcançasse... era! Não sei como, Alvinho deu conta de pegar o vaso de Abgail! Foi o horror, o horror! Minha sacada transformada em praça de guerra! No último domingo de março fui acordada às 7 da matina para limpar a sacada, pois, quando a farra acabou, Alvinho ficou agoniado com a sujeira e começou a chorar: mamis, vem limpar meu quartinhooooooo????

Naquele dia, faltou pouco para Alvinho, ganhar um novo lar! Minha mãe, que hoje é louca por ele, naquele dia ficou louca COM ele!! Imaginem: ela levantou com o choro dele e veio me dizer que ele estava com fome! Eu respondi que era cedo, que ele estava com manha! Ela foi abrir a janela e quase infartou com a visão do inferno:



Não fotografamos o cadáver, porque o seu estado poderia matar alguém de coração fraco, mas fotografamos o meliante. Vejam a cara de pau:






Foi quando comecei a preparar o cartaz de doação que percebi o quanto eu já amava esse bandidinho e minha mãe, ao me ver às lágrimas, pôs-se no meu lugar, imaginando como se sentiria se tivesse de doar Isaurinha(e, cá entre nós, no quesito das artes, ela não fica muito atrás de Alvinho, antes pelo contrário, creio ser ela a grande mestra das artes aqui em casa!) e disse-me para parar, que ele ficaria, assim como D. Pedro e o raio do dia do Fico!!

Outro dia eu conto sobre o ratocídio...

Beijos,

Pat

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Recordar é viver..a história do Beterrabocídio e o Erê do Hidalgo


Essa é uma daquelas histórias memoráveis que só um cão faz com a gente. Essa aconteceu quando Hidalgo tinha uns 9 meses e só reinava..bom, até hoje não parou.

Eu tinha prometido contar sobre a primeira vez que confrontei o Erê do Hidalgo. 

Na verdade o Erê foi chegando, chegando, até que “encostou” de vez.

Hidalgo é um cara pacatão, mas quando Erê ta encarnado, sai da frente...vamos ao fato.

Como eu não tenho diarista, eu faço uma rotina semanal de ir no mercado às terças ou quartas, e feira nas quintas, porque não vivo sem vegetais, e meu Hidalgo é ligeiramente vegan.

Bom, fui eu no mercado certa feita, e fiz as compras do mês: ração, material de limpeza, comida, e como tava na promoção e eu tava com um animal de 5 meses em casa, fardos e fardos de papel higiênico, porque toda hora é um pinguinho de xixi aqui, um cocozinho ali, um sofá babado acolá. E papel higiênico ou papel toalha é ótimo nessas horas.

A primeira tragédia grega da semana: Hidalgo descobriu onde eu guardava as coisas de banheiro e como abrir o armário pra pegar aquelas coisas cheirosas e engraçadas. Numa bela madrugada, ele entrou no banheiro, e fez a farra:

- Comeu uma bucha de banho cor de rosa daquelas enormes e eu não achava nem que a vaca tussisse a outra;

- Comeu dois sabonetes com papel e tudo;

- Estraçalhou e bebeu shampoo e creme de cabelo;

- Acabou com duas toucas de banho;

- Achou hilário brincar de esfiapar algodão;

- Destroçou as tampas dos desodorantes;

- Furou todo o tubo de pasta de dentes, que encontrei agonizante no corredor.

Isso tudo, minha gente, enquanto eu dormia a sono solto. A hora do crime deve ter sido por volta de 6 da manhã.

Às 10, quando acordei, fui meio zonza do quarto pro banheiro, pro xixi matinal de praxe. Olho pro lado e vejo o papel roído.

Vem meu cachorro, estranhamente não estava de bafo...ao contrário, recendia a menta americana e guaraná com hortelã. Olhei pro papel: roído; olhei pra pia: cadê as escovas de dentes e a pasta? Olhei de novo: meu deus, cadê o sabonete glicerinado azulzinho que combina com as toalhas? (eu acordo com apenas dois neurônios funcionais).

Finalmente olhei pra cara do cachorro: estranhamente, alem do bafo de hortelã, menta e guaraná, ele estava coberto de fiapos e com as bochechas já empedrando de papier marche.

Sai correndo pra sala, topando com corpos mortos de tubos de pasta de dentes, confetes de sabonete esmagados no chão, flocos de algodão esvoaçantes..Hidalgo tinha redecorado minha casa. Quando chego na sala, quase infartei: ele tinha pego os tubinhos de papelão de 16 rolos de papel higiênico novinhos...e o papel higiênico voava pra tudo que era lado, picado em pedacinhos de cerca de 2 cm. Ele tinha demolido a casa em 4 horas.

Pra piorar, a janela da sala estava aberta e ventava...e cada vez que ventava, toneladas de papeizinhos voavam pela janela, pela fresta embaixo da porta, e o Hidalgo se divertia espalhando cada vez mais a coisa toda.

Claro, óbvio, tive um ataque, sentei na sala e não sabia se ria, chorava, se matava o Hidalgo ou e cometia haraquiri. E o panaca, de bafo de hortelã, sentado numa pilha de papeizinhos, abanava o cotoco fazendo ventinho, e arfava na minha cara cheio de fiapos nas bochechas.

Catei o que podia, raspei o sabonete do piso, peguei todas as lascas de papelão, desgrudei zilhões de fiapos do sofá, colados com baba de cachorro feliz.

Ainda fui limpar o corredor do prédio, e num calor de 60 graus, um sol miserável, nevava na casa dos meus vizinhos.

Merda desfeita, fui contabilizar os estragos: uma bucha eu achei. Cadê a outra? Mal tinha me dado conta disso, e vem o Hidalgo entrando pela porta do banheiro, com ânsias de vomito. Ainda repreendi: se cuspir sabonete cor de rosa eu te enfio o verde goela abaixo.

Mas não. Hidalgo estava expelindo um cérebro. Por deus, se alguém já viu um cérebro, era aquilo que saia da boca do meu cachorro. Meu coração parou. Fiquei em choque. Que raio de doença era aquela? Babesia? Raiva? Gripe suína?

Não, minha gente, era uma bucha. Uma bucha bege, enorme, INTEIRA, subindo pela goela daquele ser, cruza de decorador de ambientes com avestruz. Antes que ele morresse, tirei aquela coisa melequenta de dentro das tripas dele.

Continuei contando as coisas: o que mais ele tinha comido? Álcool? Remédio? Tinta de cabelo? Tudo mais estava ali...mas ai, g-zuiz, cadê a gilete?????????????????????

Vamos contar até agora: infarto 1: eu me mancar, dentro do banheiro, que Hidalgo tinha destruído minha casa; infarto 2: ver a minha sala parecendo uma mistura de praça de guerra com explosão do Pinatubo; infarto 3: ver o animal cuspindo um cérebro (nunca mais compro bucha bege).

E ali, o infarto 4: cadê as porras das giletes? Uma eu achei, cadê a outra?????? E o pânico? Ai, meu deus, ele comeu! Fui pra sala correndo: arrasta móvel pra cá, móvel pra lá...atrás do sofá, a prova: o cabo da gilete roído. Sem a cabeça onde ficam as laminas.

Aí a coisa era séria. Intoxicação por sabão se dá jeito, laminas de aparelho de barba nem a pau. Liguei pro meu marido, liguei pra minha mãe, liguei pra vet. Minha mãe pediu pra eu ter calma, meu marido veio correndo, o vet falou pra eu levar ele pra fazer chapa, de imediato. E se alguém achasse a lamina lá dentro, ia provavelmente ter de operar pra tirar. Meu marido, mais calmo, falou “pera, ele comeu tudo em cima do sofá...vamos virar o sofá pra ver se não entrou nas frestas. Ele não tem cortes na boca, nem na língua”“...5 minutos depois liga o vet, e pergunta a mesma coisa:”ele tem cortes na língua? Ele tem cortes na boca, nas bochechas, nas patas?” não, não, não! “ele tá passando mal, fez xixi, fez cocô?” vomitou sabão, ta normal, fez xixi, não fez coco. Tá alegre, sem dor, sem indisposição “ok, não parece que ele comeu...veja bem, ele só comeu o que tem cheiro. É provável que tenha perdido o interesse na lamina e tenha partido pra outra coisa. Qualquer coisa, leva ele lá. Eu to indo pra clínica, espero você me falar alguma coisa em 30 minutos..depois, se não achar, não tem jeito, vamos procurar dentro dele”.

Nisso eu chorava feito bezerro, agarrada no meu bobão. Ele abanava o rabo e achava uma curtição. Meu marido com uma lanterna na mão e um imã na outra catava pelo chão...e eu chorava cada vez mais. E olhe que não sou de entrar em pânico.

Levantei, resolvi dar água pro bichão. E na porta da sala pra cozinha, pisei na lamina. Foi o corte mais feliz da minha vida!!! E o único bofete que Hidalgo levou.

Meu marido me deu uma água com açúcar, e ele mesmo tomou tb. Eu estava traumatizada, tremia dos pés a cabeça, comecei a contar meu dia pra ele desde a hora que eu tinha acordado (porque quando meu marido saiu, super cedo, Hidalgo não tinha aprontado ainda, tava tudo arrumadinho). Eu contava as coisas e chorava de rir. E depois chorava de alivio, e chorava de nervoso e depois tinha um ataque de riso. E Hidalgo abanando o cotoco...

Tudo ficou bem, eu meio ressaltada, cada barulhinho que ouvia dele ia conferir. Mas o resto do dia transcorre direito.

No dia seguinte, quinta feira, é dia de feira...eu desci e comprei um montão de legumes, verduras e frutas, pq meu bochecha está em fase de crescimento. Aí, bom, fui fazer saladinhas, sopinhas de legumes e etc, separando, claro, pra cozinhar com franguinho, as coisinhas do meu bebê quadrúpede.

Como a casa ainda estava uma zona, fui dando uma ajeitada aqui e ali enquanto cozinhava algumas coisas..ia pros quartos, descolar papel higiênico babado do chão, ou remover das festas do taco os restos de pasta de dente e sabonete...aí passo pelo sofá da sala e vejo uma mancha enoooooorme vermelha (parecia que tinham matado alguém ali).

Eu, que estava ainda traumatizada, tomei um susto: chamei apavorada "Hidalgo, Hidalgo!!" (porque pensei em tudo: comeu uma faca, vidro, gilete, tesoura, sabe deus, no banheiro ele não entrou, mas sei lá, comeu o facão da cozinha???)..aí vem o meu cão com cara de sono despontando do ultimo quarto pintado de vermelho - a boca, as patas, o peito...parecia que tinham dado um tiro de escopeta no infeliz. AAAAAAAAAAAAAAh, quinto infarto..quase morri e corri pra acudir. Ai, meu deus, que você fez, infeliz? Daonde vem essa baba vermelha? Abre essa boca, seu danado! Você comeu o que, agora? O grampeador? A faca da cozinha?

Aí achei o "criminoso" esbagaçado no meu travesseiro: uma beterraba, devidamente destroçada, meio mastigada, meio lambida, tudo imundo no quarto...eu dei bobeira, e ele cometeu beterrabocídio. E como a beterraba estava meio crua meio cozida, estava vermelha, bem vermelha, e o meu cachorro ficou que nem esses poodles de pet uma semana, mas só na parte da frente.

E foi a primeira vez que vi que esse cachorro tem um Erê. Ele só faz os troços ou em dia de faxina, ou em dia de feira. E d. Maria Faxineira Preta Véia agora é malandra. Tranca o banheiro e a cozinha nos dias de faxina, assim o máximo que o Erê pode fazer é estraçalhar panos de chão e comer a poeira todinha qdo ela varre (d. Maria Faxineira Preta Véia desistiu de usar pá de lixo...pra que, se tem o Hidalgo?).


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Só uma perguntinha....


Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas reparem no banner lindão que a Dê fez: o Batata, à direita, está com carinha doce, simpática; o Hidalgo, à esquerda, está com carinha carente, vulnerável... Já o Alvinho, no meio, está com cara de assassino lunático, a reencarnação do Freddy Krueger!



Você não foi com a minha cara????

Diários do Batata, a saga da blusinha.

Para visualizar melhor basta clicar sobre a foto.


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A herança do Delinqüente

Depois de uma história de amor entre espécies que acabou numa hereditariedade gasosa, sinto-me compelida a contar uma história de amor entre classes... a Lady e o Delinqüente!

Eu não sei bem quando foi que o amor nasceu, nem me lembro de ter algum dia visto o Delinqüente pequeno. Lembro-me dele já como era adulto, flanando despreocupadamente pelas ruas do bairro de atiradores(acho que o nome se devia à quantidade de pais que precisavam espantar visitantes madrugadores), em Joinville. Ele não era especialmente charmoso e, na verdade, havia uma rixa familiar entre ele e nosso cão, o Rex, um belo vira-latas branco e creme.

Também não lembro de como Lady entrou em nossas vidas. Não lembro dela pequena, é como se a infância dos outros não existisse para mim. Apenas lembro que existiam. Rex ficava em nossa garagem, era o trabalhador padrão, vigiava a casa e o carro. Lady ficava no meio da colina, a própria dama do morro dos ventos uivantes, mas sem os ventos, apenas com eventuais uivos sei lá de quem.

Nossa casa começava na rua de baixo e o nosso terreno ia subindo até a rua de cima, mas, como naquela época ainda se amarrava cães com lingüiça, meu pai não sentiu necessidade de fazer muros. Na verdade, existia apenas um enfeite de muro na frente de casa, não sei se para fazer charme ou conter a terra.

E foi essa confiança excessiva na honestidade dos tempos que pôs tudo a perder...

Chegou um dia em que Lady entrou no cio! Rex nem se abalou, ele tinha sua própria namorada e, como a namorada lhe era fiel indo à nossa garagem para fazer filhotinhos(ainda bem que a família dela nunca entrou com pedidos de pensão, caso contrário Rex, ou meu pai, estaria na prisão até hoje...), nunca olhou para Lady com intenções de quermesse...

Mas Delinqüente.... ele ficou doidinho! Lady era bem jeitosinha, corpo esguio, morena clara, pêlos lisos... Numa terra de colonização alemã, as morenas faziam sucesso!!

Para evitar o indesejável, mamãe botava Lady para dentro sempre que saía e Delinqüente ainda tinha um restinho de ombridade para não invadir a alcova de uma donzela com a família em casa...

Assim sendo, por dias ele orou e vigiou até que... mamãe saiu e esqueceu a virtuosa do lado de fora! E lá se foi a virtude: mamãe chegou e encontrou os dois em meio ao ato amoroso, num sublime deleite que, mesmo interrompido, gerou 5 bolinhas com cara de pastor e corpo de teckel-lata! Foi o horror!!!

Conseguimos bons lares para os pequenos órfãos, visto que Delinqüente nunca mais voltou à nossa casa, nem mesmo para ofertar um saco de fraldas à envergonhada mãe! Depois de a porta arrombada põe-se um cadeado: meu pai viu que construir um muro para preservar a virtude perdida sairia muito caro, então a pobre Lady foi levada para morar com nossa diarista numa casa de campo... É o que sempre acontece às jovens ingênuas que caem na cantada fácil desses experientes garanhões, esses escroques da sociedade burguesa decadente!

A despeito de minha tristeza, soube que Lady se adaptou muito bem à vida no campo, não sei se teve mais filhos, se por ventura se casou com um camponês, mas parece que morreu velhinha e feliz e, no fim, é isso que importa!

Pat


Quando Lindona engravidou do botijão de gás...


É fato conhecido que  Lindona era um poço de amor e disposição, mesmo aos 14 anos de idade.

Para ela bicicletas eram absolutamente sexy e com o passar do tempo nos acostumamos com os ruidos causados pelo namoro entre uma buldogue de mais de 30 kilos e nossas magrelas.

Idem para as vassouras, guarda-chuvas dando bobeira e o guarda-sol do quintal. Lembro bem do triste espetáculo causado pelas investidas amorosas de Lindona sobre o guarda-sol aberto. Muito tempo depois dela ter partido para o Grande-Céu-dos-Cães a marca das patinhas ainda estava impressa na lona azul e branca.

Mas nenhuma relação deixou marcas tão profundas quanto o namoro com o botijão de gás! Abraça por aqui, chega por lá, de frente de ladinho e... bum! O botijão caiu em cima de nossa velhinha fogosa. Consulta com o veterinário para ver se não havia nenhuma lesão, semanas mancando, tetinhas cheias e uma cadela certa de que havia emprenhado daquele amante bruto foi tudo o que ficou.

Foi mesmo? Certa manhã, dois meses depois, nos deparamos com a poltrona que foi de minha avó (linda, perfeita, ainda com o tecido original) toda destripada.  Molas para fora, lã afofada e espalhada ao redor e bem no meio da zona de guerra uma cadela nos olhando com uma cara de "não brigue, estou parindo"...

A primeira reação foi a de querer estrangular a cidadã.

Depois, olhando bem...

Ela era tão mais importante que qualquer cadeira velha... que ficaram ambas na sala: a cadeira e a cadela. É claro que demos um jeitinho bem colorido para que nenhum amigo se descuidasse e sentasse na poltrona por engano.


Muitos anos depois, resta apenas uma pergunta:  A prenhez foi psicológica ou ela realmente emprenhou do botijão de gás e os filhotes nasceram todos com a cara do pai, aquele gás que só um buldogue velho sabe produzir?


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Diários do Batata-1


Amado blog
Você sabe que esta rotina diária me consome as energias.
-Não é fácil fazer jardinagem radical no quintal mantendo a área sempre livre de grama, flores, arbustos e enfeites.
-Amaciar as meias de meus humanos através do meu sistema digestório (engolindo as mesmas e devolvendo mastigadas, digeridas e macias) é muito cansativo.
-Os comprimidos de vitamina ficam lá no alto do balcão e eu não consigo pegar...
Mas ontem eu achei a solução!
Meus humanos usam aquela caixa quadradinha, com botões para ligar os aparelhos, e vivem trocando a salsicha metálica que vai atrás. Eles dizem que é a salsicha quem dá energia para a caixa funcionar, então...
Eu juntei dois e dois e consegui...ENCRENCA!
Comi a caixa quadradinha chamada remoto (no auge da raiva meus humanos diziam "o que você fez com o REMOOOTO? Então, o nome deve ser remoto) e degustei uma das salsichas metálicas. A outra não coube e a guardei na cama mas meus humanos invadiram minha privacidade, revistaram a minha cama e acharam.
E agora?
Meu plano de ter todos aqueles botões na barriga para acessar minhas várias funções, falhou.
Me encheram a goela de laxante para ver se eu devolvo a salsicha, que eles chamam de pilha (a placa de borracha do remoto eu já devolvi)...
Me encheram a bunda de tapas e eu fiquei de castigo.
Agora me diga...
ONDE FOI QUE EU ERREI?

Sinceramente seu, Batata


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Caro Batata, li sua desesperada postagem a respeito de controles remotos e laxantes.
E devo informar que no meu entender do universo canino você agiu corretamente. Botões dentro da barriga para acionar suas diversas funções é algo que deveria ter ocorrido a todo ser pensante. Que grande idéia!
Mas neste percurso você cometeu um GRANDE erro: entrou em território proibido para os cães em geral quando privou seu humano do uso de um objeto muito importante: o controle remoto.
Vou te explicar o porquê.
Os machos humanos têm várias fases durante a infância (que dura aproximadamente dos três anos de idade até o final da vida). Nas mais tenras idades eles brincam de massinha, depois de carrinho, médico e bicicleta. Na última e mais longa fase, chamada de FASE ADULTA, os machos humanos brincam de carro, médico, motocicleta e com enorme dedicação de controle remoto.
Muitas vezes deixam de brincar de médico para ficar apertando os botões do controle remoto para trocar de canal a cada dez segundos, aproximadamente. Esta atividade parece afiar o raciocício com a troca rápida de assuntos e imagens.
E este foi seu grande erro: você estragou o brinquedo de seu humano de estimação, tendo merecidamente levado uns tapas na bunda e tomado laxante para devolver o brinquedo, mesmo que aos pedaços.
No meu entender, todo o resto de seu procedimento foi impecável.

Atenciosamente, De

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Caraca, eu achava que essa coisa de zapear era mania do meu pai, coisa como roer unhas ou fumar..aí dei azar, peguei um marido TENSO, ele massageava sem para os botoes do controle.

Ao longo dos anos desenvolvi um cerebro 3D, com capacidade de assistir a 2 a 3 filmes (2 de guerra, um do Chuck Norris) ao mesmo tempo. Sei de cor as cenas sanguentas de Rambo e Platoon pq eu vi os dois ao mesmo tempo (legal isso, às vezes lembro do Rambo tomando um monte de tiro e o helicoptero indo embora na emocionante cena de Platoon). Certa vez vi um bangue bangue antigo junto com o Chuck Norris e sou capaz de jurar que o John Wayne matou o vilão com uma pernada.

Mas bom, tudo isso pra explicar que no final das contas, apesar das sequelas cerebrais, me sinto feliz de descobrir que sou nooooormal, os homens é que são doidos.
E com muita esperança que Hidalgo cuspa por algum orificio (qual não sei) a minha pulseira de olho turco nem que seja a prestação.

Mãe de cara chata é isso: passar a vida esperando o proximo cocô pra peneirar..

Ale
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Ai, Batata, eu entendo bem o teu problema: tu estavas precisando de proteína remota!! Outro dia mesmo, eu estava precisando de proteína ratal, por isso engoli o rato da Isaura!!! E o mano Vitto vive precisando de carboidratos, por isso vive cercando meu prato, atrás de um biscoito ou algo similar! Liga, não, amicão! Um dia os nutricionistas alertarão nossos pais sobre a necessidade da diversificação da proteína e remotos passarão a fazer parte de nosso cardápio!

Lambs,

Alvinho(invadi a conta de e-mail da Pat!!!!)